sábado, 28 de fevereiro de 2015

Pequenos Traços





Abusei do trabalho, um pouco...

A ansiedade quase me deixou louco!

Abusei, também, do autocontrole...

Como é que o universo pôde?!!!

Enfim, passou! Mais uma vez, não desisti.

Consegui.

Fiz o mais certo que consegui fazer.

Atento a todas as bicas,

Discretíssimas bilhas,

Que a providência tacou em minha cabeça.

Talvez, para ter certeza

Que eu entenderia o recado,

Apesar de estar um tanto transtornado...

Eita! Tive mais umas percepções

Que soaram como trovões...

Em eletricidade!

Em claridade!

Fui apresentado a mais algumas peças,

Originais a beça,

Desse jogo, que, de tão visceral

Transmuta-nos ao sideral.


Agora preciso digerir

Para, em poesia, retribuir

O benefício maior do conhecimento,

Através de meu mais lírico sentimento.

Imagine! Quem me dera!

Pudesse eu transcrever alguns traços

A beleza de cada pequeno laço

Do acolhimento que mantém, permeia,

Incendeia,
A atmosfera...!

"Eu sei que vocês vão dizer"

fabiooschaefer.blogspot.com

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Presente Para Todos os Amigos Virtuais



www.cienciaempauta.am.gov.br



Gosto demais

De meus amigos virtuais.

Fonte de todo o carinho

Que rega meu destino.

É deles que vem o conforto de minha vida,

A impulsão para a subida.

São eles que curtem meu trabalho,

Proporcionando-me um atalho,

Para eu percorrer meu caminho.

Etéreo ninho!

Onde me abrigo

De todos os perigos.

Onde posso ser eu mesmo,

Sem censuras,

Nem rasuras.

A integridade de meu enredo.

Rio e choro com eles e elas

Minha virtual aquarela.

Compartilhamos tudo

Que entendemos como necessário em nossos mundos.

Dessa troca é que vem boa parte da inspiração

Com a qual me abastece a imensidão.

A eles sou e serei eternamente grato

Por trazerem sempre mais luz ao meu palco.

A todos e todas: obrigado do fundo do meu coração.

Abração"
 
 
 
 
"Amigo é feito casa que se faz aos poucos"
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Paixão Pelo Ofício








Escrever é minha realização máxima.

É quando penetro e me deixo penetrar pela vastidão,

Através da razão e da emoção.

Integração ávida,

Totalmente holística.

Fusão doce e mística.

O supremo prazer

Capaz de impulsionar

De reavivar

Qualquer desenganado viver.

Tudo graças ao exacerbado perceber.

Sensação de ser útil,

Ao desmascarar o fútil.

O combate à violência,

Pela elevação da frequência,

Da vibração

De cada emanação.

Ao viver em Poesia

Descobri minha melodia.

Uma originalíssima melodia

De afeição e alegria.

Dizimar com o iludir.

Gostar e fazer sorrir.

Ter na rua um estoque de enlevos,

Para azuldourar esse enredo.

 

Escrever deu sentido a toda a minha "Vida Alta",

À mágica flauta,

A toda a experiência

A que submeti a consciência.

Identifiquei-me com o lírico.

Habitat natural do crístico.

Escrever garante a tenacidade de minhas fibras.

É minha "Ardentia"!.
 
 
 
 
"Não se admire se um dia um beija-flor invadir"
 
 
 
 
 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Lírica Vertigem





 


 

Desde que descobri a frequência

De meus sonhos,

Nunca mais permaneci tristonho.

Desde que não me permita escapar

Dessa latência,

Essa maré alta de afeição,

Permanentemente a me inspirar,

Estará garantida, essa pulsação...

Esse lugar invisível,

Esse estado de espírito,

Onde o bem é holístico

E viver em Poesia , é crível.

 

Nunca tinha ouvido falar,

Ou ousado pensar,

Nessa irradiação em que vim parar

E que me obriga a voar.

Não tinha imaginado o espaço.

Estava atrás, apenas, de um abraço,

De uns versos.

Deparei-me com um universo

Onde a exuberância

É questão de elegância...

Ao mesmo tempo em que a simplicidade

É fator de cumplicidade.

Procurava intimamente por minha origem.

Descobri-me em lírica vertigem.

 

Tento escrever o que percebo,

Já que deslumbrei, o que agora,

Desse lado da corda,

Maduramente, percebo.
 
 
 
"Proibiram que eu te amasse"
 
 
 
 
 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Índices de Sociabilidade


homesthetics.net

 

Há pouco tempo,

Entrei em pânico,

Pela completa solidão física.

Bateu-me uma tristeza sísmica.

Tive que recorrer ao Atlântico

Para depurar meus sentimentos.

 

Estava me parecendo que fiz tudo errado.

Que estava, de novo, encurralado,

Por motivos bem parecidos,

Que quase me abreviaram o destino.

Aliás, acabaram mesmo encerrando,

A um patamar lírico, me obrigando.

 

Acontece que não é possível habitar dois lugares.

Respirar divergentes ares.

A Poesia, ao me possuir com seu fascínio,

Com seus espaciais desígnios,

Mutilou-me as muletas sociais,

Alterando, inesperadamente, meus pontos cardeais.

 

Foi esta constatação que me entristeceu.

O sonho romântico esmoreceu.

Mas, surpreendentemente,

Ao me focar em meu ofício, apaixonadamente,

As portas se abriram.

Meus índices de sociabilidade virtual subiram.

 

A vida exige que eu atue como seta.

Para tanto me fez poeta.
 
 
 
 
"Depois de ter você"
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Enquanto



 




Apenas dizer que os valores estão trocados,

Não resolve,

Nem absolve!

É preciso mudar de atitude,

Voltarmo-nos à altitude,

Com seus adornos encantados.

 

Enquanto continuarmos alimentando o fútil.

O inútil,

O vazio,

O sombrio,

Que a sociedade capitalista quer nos impingir,

Estaremos nos afastando do sorrir.

 

Também, já está provado

Que as mudanças têm que partir do individual.

Cada um reorganizando os itens de seu quadrado,

De acordo com o interesse celestial.

O ego precisa ser silenciado,

Se quisermos nos ver novamente apaziguados.

 

Comecemos por silenciar os pensamentos,

Os sentimentos

Que nutrimos a todo momento.

Precisamos nos disponibilizar ao firmamento,

Para recebermos ou nos lembrarmos dos detalhes

De nosso verdadeiro entalhe

E não, essa massa disforme e desumana,

Glorificada pela vida mundana,

Onde só se cultua a ilusão

De um prazer imediato,

Escandalosamente insensato,

Que ergue um enorme muro

Em nosso coração,

Sabotando o nosso futuro.

 

Ao prestigiarmos os péssimos exemplos,

Os falsos templos,

Pela mídia, fartamente nos oferecido,

Ao invés de nos debruçarmos sobre a arte,

Que, em algumas almas, ainda arde,

Estamos nos sentenciando ao pior,

Ao menor,

Ao envelhecido,

Aos falsos templos,

Ao, miseravelmente, menor!

 

Estou seguro que, enquanto a poesia

Não ocupar o seu lugar nessa sinfonia,

Estaremos reduzidos a um rascunho de nós mesmos,

Completamente aprisionados a um contexto,

Onde nos destruímos no final,

De forma brutal!

 

Enquanto cultivarmos a ideia de ser caro

Um livro de Poesia, por quarenta e cinco reais,

Estaremos perdendo as dádivas essenciais,

As experiências mais fenomenais,

As sensações fundamentais,

Geradas por um posicionamento mais delicado,

Mais, espiritualmente, engajado,

Deliciosamente enlevado.
 
 
 
"Qual o assunto que mais lhe interessa?"