segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Adeus 2012








Minha respiração volta a navegar
Nas águas claras da confiança.
Já não importa mais o que aconteceu.
O tanto que minha terra tremeu...
Os trincados em meu castelo de areia.
Estou atento ao canto da sereia,
Cada vez mais claro,
Lembrando-me o que me é caro.
Dois mil e doze foi tempestade,
Com aberturas de sol, pequenas.
Teste cruel de tenacidade,
Sem direito a palavras amenas.

Mas, passou.
Acabou!
Muito se findou.
Boa parte do sonho desabou...
Porém, mais ainda, aflorou!
Foi uma espécie de adubação
Para uma nova floração...
...Vem vindo com uma cara linda,
E uma disposição infinda...
Claro, que não sei para onde vou.
Sei é que na morada da afeição é onde estou.
Emano amor
Com todo meu fervor,
Com toda a intensidade
Que possibilita a minha luminosidade.

Meu único desejo
É permanecer em enlevo,
Para desenvolver meu texto
Todo escrito em paixão,
Impulsionando a evolução.
Que o lirismo continue dirigindo meu enredo,
Para que eu o possa compartilhar,
Com todo aquele que quiser a si mesmo, escalar.





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domingo, 30 de dezembro de 2012

Importados










Todas as escolhas precisam ser,
Constantemente,
Sinceramente,
Repensadas,
Para nos certificarmos,
Para nos assegurarmos,
De que estão cumprindo seu papel,
Na formação de nosso pessoal céu.
Muitas estão em nosso viver,
A nos atrapalhar,
A nos empacar.
Cristalizaram-se em nós,
Incomodando como cegos nós.

Nem nos lembramos mais, como as escolhemos.
Em que momento, do caminho que percorremos,
Abrimos passagem para essa ousadia,
De se instalarem perpetuamente, em nossa melodia.
Como se fossem um nosso elemento,
Parte integrante de nosso íntimo enredo.

O tempo, a velocidade em que vivemos,
E não raro, nos perdemos,
Ajudam-nos nesta desatenção,
Que tanto perturba o coração.
Acabamos aceitando em nosso ser,
Detalhes com os quais, não deveríamos conviver.

São os famosos comportamentos importados,
Tão cultuados pelo gado.
Receitas certas e precisas para a frustração,
Por serem o alimento preferido da ilusão.
Contra eles, só mesmo, o autoconhecimento,
E a coragem de desenvolver o autoral ensejo.





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sábado, 29 de dezembro de 2012

De tudo, Apenas!






Mais de cinco décadas e ainda não consigo decodificar
Tudo que se passa em meu peito.
É tanto que, por vezes, parece que vou me sufocar...
A impressão que tenho é a de que de algum jeito,
Quanto mais extraio, mais brota,
Obrigando-me a fazer constantes ajustes na rota.

Não, não é uma reclamação.
Antes, uma constatação.
Acostumei-me a viver em permanente maré alta,
Desejo irrevogável da alma.
Tudo é pouco para mim.
O mundo me pede muito pouco, enfim.
Em vista do excedente de afeição,
Que me habita o coração.

Já gosto de quase tudo,
Mas, poderia afagar outros mundos.
Sei que há muitos por aí...
...Há carinho sobrando por aqui!
A capacidade de afetividade,
Duplicou-se com a maturidade.
Há uma nova consciência, felizmente!
Acredito, agora sim, estar apto verdadeiramente,
A amar.
Entrego-me hoje ao suspirar,
Com muito mais naturalidade.
Domino um pouco melhor os caprichos da personalidade.

Sei que, ao final,
Perante a luz sideral,
De tudo que apostei,
Apenas, o que amei,
Vingará,
Constará!
Ficará!
...Eternizar-se-á!




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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O Fantástico











Pois muito bem, dia!
Venha, ainda que cinzento!
Estou apto a validar meu argumento.
Preciso de sua melodia,
Para perpetrar a ousadia,
Que alinhavou cada um de meus dias.

Enfrentei tanto! Não é agora que vou me render à tristeza!
Tenham a mais plena certeza!
Sempre fui danado.
Agora que estou em minha Bahia virei arretado!
Que ninguém mais me tire do sério.
Estou reassumindo meu império.

Todo ele confeccionado em alegria
E em líricas alegorias,
Extraídas de uma alma alucinada!
Apaixonada!
Consequentemente alada!
Apadrinhada pela passarada!

Se você não pode partilhar de minha sinfonia,
Toda voltada para o resgaste da luminosidade,
Toda a favor da evolução espiritual da humanidade,
Guarde para si, sua covardia.
Sou movido por ondas solares.
As estrelas são meus altares.

Só quero gostar.
Só sei gostar!
É por onde consigo caminhar
E captar
O fantástico
Do ávido!





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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Esforço Contínuo






Por vezes, resistimos a enxergar,
A assimilar,
O que a existência está a nos mostrar,
A nos apontar
Como única possibilidade
De avançar na tranquilidade.
Relutamos porque não queremos mudar.
Estamos acostumados a nos apegar.
O universo é testemunha de meu esforço
Para gostar o tanto que gosto, sem me apegar,
Sem me deixar dominar.
Ainda não identifico este traço em meu rosto.

Em meu entendimento gostar é tudo.
É o que, de verdade, impulsiona o mundo.
É a estrada que trilhei.
Por onde me criei.
O apego vem quase como anexo
Neste espontâneo processo.
É complicado barrar sua entrada,
Posto as cancelas estarem todas escancaradas.
Mas, não tem jeito.
Ele é um grilhão em qualquer peito.
Acaba atrapalhando o desenvolvimento do gostar
Que precisa de espaço para decolar.

O próprio exercício da afeição
Acaba apontando caminhos
Para a elaboração de ninhos,
Que não passem pelo apego,
Com ser desgovernado desassossego,
Como nos recomenda a imensidão.
Minha relação com a natureza
Um verdadeiro amor, com toda a certeza,
Ensinou-me a querer bem sem ter que tocar.
Sem ter que, obrigatoriamente, afagar.
Estamos ligados a tal ponto que sua presença,
É facilmente encontrável em todas as minhas sentenças.





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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Desdobrado










Boa parte do ruim, já deve ter passado.
Falta pouco
Para se encerrar este ciclo louco.
O Bom já deve estar sendo desdobrado.

Virá lindo, brilhante!
Exuberante!
Precisamente como nos recomenda a eternidade.
Chegará nas asas da generosidade.
Banhado naquela luz,
A qual toda alma deveria fazer jus...
...Caso não estivesse assoberbada com o materialismo,
E seu consequente egoísmo.

Já sabemos que tudo é cíclico.
Já temos uma pequena noção dos interesses crísticos.
Sabemos o que devemos corrigir.
Sabemos para onde devemos nos dirigir.
Temos pleno conhecimento do que precisa ser evitado.
E o que precisa ser incansavelmente, incentivado.
Um grande consolo: já cometemos todos os erros.
Falta-nos experimentar,
Apenas, para variar,
O sabor dos acertos.
O conforto de estarmos voltados para o infinito,
Encantados com seu som. De todos, o mais bonito.




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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Tem Mais






Até o último minuto.
É preciso atenção a cada segundo.
Mesmo que o jogo esteja no fim,
Está claro, para mim,
Que todo cuidado é pouco,
Posto que o mundo está louco.

Quando você pensa que já venceu,
Que já lhe amanheceu,
Pode surgir uma tempestade,
Daquelas que escurece toda a cidade,
E se demorar por horas,
Absolutamente tortuosas.

Por outro lado,
Pelo mesmo motivo,
É preciso aproveitar cada instante,
Ainda que não se perceba
Que se esteja
Vivendo um momento relevante.

A vida é hoje. Está aqui, agora.
Todos os detalhes contam.
Todos os entalhes apontam...
Quer ser saboreada sem demora.
Nada lhe garante o futuro,
Nem os seus altos muros.

Há uma grandeza correndo ao largo,
Chamando para dar o braço.
Há um convite extensivo,
Totalmente inclusivo,
Do encantado,
A todos que se queiram acordados. 





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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Vamos











De repente, quando você menos espera,
Percebe que depende de seus atos,
A chegada de sua primavera.
O jeito que você reage
Perante as pedras, os percalços,
Os buracos,
Da estrada que lhe cabe.
...O quanto de tudo, você sabe...
O seu conformismo,
O seu comodismo...
A sua rebeldia
Justa, ou injusta!
Inocente ou astuta!
...Tudo se junta em sua melodia.

Boa parte de tudo isto, dá para ser trabalhado,
Pede que seja lapidado.
Nossa existência pulsa em função da evolução.
O resto, todos sabem, é ilusão...
Desagua em frustração
E solidão.
Portanto, não se acanhe em abandonar
O que lhe rouba o ar.
O que lhe oprime,
Reprime.
O que o minimiza, causando gastura...
O que o afasta da altura.
Vamos, coragem!
A eternidade aguarda sua pessoal viagem.

Levante-se!
Desencaixe-se!



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domingo, 23 de dezembro de 2012

Incontrolável






Gostei desta sua mudança.
Está com gosto de esperança...
...Afinal, já era para ter acontecido,
Não fosse este nosso jeito esquisito...
Agora sinto você mais perto,
Caminhando reto,
Em minha direção,
Para alegria de meu coração.

Tanta espera!
Tantas falsas primaveras!
... Já não têm mais importância,
Diante de sua concordância...
O alinhamento
De nossos sentimentos.
A transmutação de nossos corpos,
Em portos!

Reconheça esta afeição louca.
Respire em minha boca...
Saia de meus sonhos.
Tornemos nossos dias mais risonhos...
Conheça a energia de minha pureza,
A força de minha delicadeza...
A inacreditável destreza
De minha certeza.

Quis você desde que ouvi seu nome.
Desde que ouvi você pronunciar o meu nome...
Quando me deparei com suas curvas,
Sua torturante textura,
Meu plexo solar, descaradamente, se contorceu.
Meus fios saíram em disparada em busca dos seus.
Estão ligados fortemente, nossos enredos,
Por este, já quase incontrolável, desejo. 




Conheci hoje o trabalho de Alexandre Leão:




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sábado, 22 de dezembro de 2012

Descanso











Depois de mais um embate com a vida,
Recosto-me em uma sombra, na subida...
Tempo de descanso
Para reorganizar meu canto.
Foi um ano terrível
Para existir sensível.
Por várias vezes, vi a viola em cacos.
Por várias vezes tive que recolher meus cacos.
Particularmente,
Pessoalmente,
Um ano decepcionante
De tão irritante...
Um ano marrento,
Que não justificou seu argumento.
Ainda bem que está acabando.
Muito em mim, estava se esgotando,
De tanta paulada...
E a ausência absoluta,
Injusta,
De noites enluaradas...

A saúde reclamou feio,
Por esta absoluta falta de esteio...
Cheguei a me assustar,
Antes de, com muito esforço,
Muito suor no rosto,
Conseguir me realinhar.
Nada está muito seguro,
Mas, ao menos, já não está tão escuro.

Só suportei este quadro
Amparado pelo meu ofício.
O único dado atual
Que não se classifica como sacrifício.
Sua orientação sideral,
Garante-me a lucidez,
Para florir em meio a toda esta aridez.
Não só florir,
Mas, também, apontar alternativas para seguir,
Que incluam um pouco mais, o sorrir,
Como nos recomenda o porvir. 


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