domingo, 2 de dezembro de 2012

Matizes Livres





A particularidade de meu mundo,
É que me mantém íntimo do que entendo por profundo.
É, precisamente, sua originalidade,
Que me permite o privilégio de viver em criatividade.
Já não saberia,
Nem poderia,
Viver de outro jeito.
É o que me assegura o peito.
Ainda mais, tendo uma meta tão definida,
Como a minha, que é a de provocar,
Convocar, incentivar,
À subida.

Passo por cima de todas as mazelas,
Para garantir o brilho específico de minha aquarela.
A ninguém interessa o que sofro.
O que conta, o que importa é o que comovo.
São as conclusões
Originadas das estupefatas constatações,
Que me invadem os dias,
Com sua, por vezes, incompreensível folia,
As responsáveis diretas,
Pela minha obediência espontânea às cósmicas setas.
Sinto, também, progressivamente, crescer em mim,
A crença em um artesanal fim.
Em verdade, o começo
De um novo enredo,
Bordado em versos,
Todos bem mais felizes,
Com seus coloridos e livres matizes.
Selecionados pelo enlevo
Do sentimento mais poderoso do universo.






Música indicada:




Um comentário:

LUCONI disse...

Como vai poeta? Vim ler-te um pouquinho e te avisar que já está lá o teu lindo presente, conforme as regras, obrigada mais uma vez e agora deixa eu te falar destas matizes, que poesia maravilhosa, não existem palavras que comentariam acertadamente tal poesia, muitas de tuas poesias é para serem entendidas com a alma, beijos Luconi