terça-feira, 2 de abril de 2013

Pela Raiz





         Tudo está relacionado. A intolerância entre nós, é a mesma, entre os governos dos países. O sentimento é o mesmo. O incômodo é o mesmo. A vontade de tirar satisfação, dizer poucas e boas, rogar pragas, ou coisas piores, são manifestações idênticas que somadas, podem culminar em declaração de guerra.
         No planeta todo, as pessoas estão se pegando, estão se agredindo fisicamente. Essa violência, essa intolerância, esse ódio é o mesmo que reunido, culmina em guerra. A mulher que deseja, intimamente, silenciosamente, a morte do marido traidor, ou vice-versa, está alimentando todas as possibilidades de conflito na Terra.
         Lembrem-se: estamos todos ligados. O que acontecer com as Coreias, terá sérias, graves e evidentes consequências, para todos nós. Não estou falando apenas, das questões econômicas. Refiro-me a alterações holísticas, a mais cicatrizes, para nossa já quase sem espaço, alma.
         Essa inadmissível volta do preconceito sexual, em pleno século XXI, é prova viva de que estamos longe de “aceitar”. Estamos longe daquela necessidade de aprender com as diferenças, que sustenta todo e qualquer processo de evolução, de ladipação.  
         Estamos insatisfeitos cronicamente, interiormente. Isso está nos levando a implicar com o outro. Principalmente, se o outro esboçar algum vestígio de satisfação, de realização. Quem está de bem com o mundo, não briga. Não aceita provocação, muito menos provoca.
         No triste caso coreano, adicione-se a isso, egos inflados, inseguros, e uma enormidade de interesses conflitantes. Além, é claro da colheita de um sentimento totalmente negativo, sendo cultivado, sendo cultuado por tanto tempo, inexplicavelmente. O incontestável despreparo dos líderes dos dois lados é mais uma agravante.
         Situação complicada. O que podemos fazer é interferir na cadeia, na outra ponta. Na nossa extremidade. Podemos nós policiarmos nossas intolerâncias, ainda que pareçam miudinhas, insignificantes. Nunca o são. Fazem parte deste todo medonho, ameaçando-nos com ogivas nucleares.
         Pensar duas, três, quatro vezes, antes de agredir, ou responder a uma provocação. Tão pouco, oferecer a outra face. O melhor comportamento é a saída silenciosa. O popular: cortar o mal pela raiz!
         Precisamos gostar mais. Muito mais!







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3 comentários:

Ana Bailune disse...

Em primeiro lugar, bom dia. Gostaria de comentar a primeira foto: você reparou que as folhas contra o céu formam o desenho de um coração? Agora, a postagem: venho aprendendo isto. A duras penas, tendo várias recaídas, mas levantando sempre. Não posso dizer que já aprendi e coloquei em prática estes (para mim) novos princípios, mas estou tentando, e realmente empenhada desta vez. A nossa energia afeta a tudo...

Maribel Dias kroth disse...

Boa tarde amigo Poeta! belíssimo texto, onde você faz bela tradução dos conflitos existentes no mundo com muito realismo e objetividade, não deixando margens a questionamentos tal a luz que iluminam tuas palavras sensíveis e profundas. Eu percebi também no desenho das copas das arvores, formando um belo coração, não sei se é proposital ou foi uma singela coincidência, para reforçar a força de tua mensagem, em algo que esta destruindo valores de sentimentos verdadeiros entre todos os homens, parabéns!

ᄊム尺goん disse...

Belo texto.

Obrigada!


abç