quinta-feira, 11 de abril de 2013

Blindagem






         Confesso, publicamente, sinceramente, que estou farto desta cegueira que assola a humanidade. Não suporto tanta falta de sensibilidade, antes e acima de tudo. Se fôssemos sensíveis não estaríamos nesta situação ridícula, pendurados no abismo... Seguros, apenas, ainda, pela “Misericórdia Universal”, que incrédula de nossos atos, insiste em apostar em nossa redenção.
         Há dias, como hoje, que me aflijo, acreditando já termos ido longe demais em nossa estupidez egoísta e cosmicamente vergonhosa! Esse assunto do infeliciano, a dilma catando o pr de volta, na maior cara dura, a programação da tv aberta brasileira... Que desgosto! Que constrangimento, estar vivo neste momento, presenciando esta porcariada toda.
         O avanço inevitável da violência, causado pela inversão total de valores, em nome de um duvidoso progresso... Essa enganação toda, em todos os níveis, em todas as direções, culminando com o absurdo de pobre sacanear pobre!!! Miserável roubar miserável! Irmão “esfaquear” irmão... E, sempre o mesmo asqueroso pano de fundo: o dinheiro! A insuportável glamourização do vilão, do “esperto”, do sem escrúpulos, do mentiroso, do fraudador, do traidor, do frio, do falso, do ralo...
         Não fosse o recurso sagrado de mergulhar em “Arte”, 

Já não mais seria.
Nem mais um dia, suportaria
Esta vida,
Travestida em agonia.

Uso esta indignação
Como motivação,
Para combater
O que tem que desaparecer...
O que é projeção
Deturpada da ilusão.

Respiro fundo.
Deixo a floresta me conduzir ao profundo.
Sempre ao som de uma bela canção,
Entro em depuração,
Preparando o coração
Para a inspiração.
A canalização é nuvem macia,
Onde a alma, assanhada
Já ligeiramente enlevada,
Despudoradamente se delicia.

A musicalidade da poesia,
O lirismo vestido em melodia,
Blindam-me de todo o resto,
Que desprezo.



Música indicada:


Para adquirir meus livros "Vida Alta" e "Txai"
Direto comigo
cbs263000@hotmail.com


Um comentário:

Ana Bailune disse...

E que a poesia nos salve do mundo, e de nós mesmos!