sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Primeira






Há vinte e um anos,
Tive a primeira expansão de consciência,
Detectada pela mente consciente.
Fez cair, de uma vez, todos os panos.
Mudou-me, completamente o pensamento.
Fui apresentado a um outro enquadramento,
Onde a harmonia é tão eloquente,
Que desencadeia uma específica cadência.
De tão iluminada,
Completamente dourada.

Passei dias assimilando...
Degustando...
Consternadamente emocionado.
Dias alagados.
Emoção à flor da alma,
Tentando manter a calma.
Queria sair pelo mundo gritando,
Sacudindo para acordar,
Para sensibilizar.
...Abraçando!

Ali, nascia o poeta,
Sem o saber,
Sem ainda se perceber,
Com sua lírica seta,
Totalmente voltada
Para a próxima alvorada.
Tudo que escrevo
Vem do enlevo
Que me acolheu, naquele momento,
Em que me desvencilhei do tempo...

...Fui ter com o universal encantamento.
O espacial alimento!
Uma bem querência alada,
Lindamente configurada,
Foi o que me invadiu
E, minha resistência, demoliu.
A primeira vez que me senti, realmente,
A algo, pertencente.
Junto com o fantástico acolhimento,
Tive validada a essência de tanto sentimento.



Som new age:




3 comentários:

Ana Bailune disse...

Bom dia, Cláudio. Nem sei quando me descobri poeta, mas acho que ser poeta é passar a ter uma percepção toda especial das coisas... lindo poema!

Anônimo disse...

Muito bom, Claudio!
Cada dia mais consciente.... feliz por você, amigo !!
beijos alados

LUCONI disse...

Descobrir-se é algo que acontece aos poucos, o auto conhecimento é muito importante, querido amigo,vou precisar me afastar por uns trinta dias, não ando bem, ando vazia, oca, vou tentar me reencontrar, deixei um último texto lá, até a volta, beijos Luconi