quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Alívio Infindo







Venha, novo tempo!
Há muito é esperado o seu argumento,
Promissor!
Redentor!

Ajude-nos a lavar nossas casas,
A desdobrar nossas asas...
Venha ensolarado,
Para compensar tantos dias nublados.
Já detectei sua original lógica.
Parece-me, simplesmente, ótima.
Recheada de estações líricas,
De simplicidades místicas.

Chegue munido de paciência,
Para nos adaptarmos à sua incandescência.
Surpreenda-nos!
Renda-nos!
Traga de volta o link de nossa procedência,
Para que entendamos a profundidade da luminescência.
Convença-nos a levantarmos as cabeças.
Desabrigue todas as nossas inúteis certezas.

Incentive em nós a necessidade de gostar
Para podermos decolar,
E ir ter com a face ensolarada,
Desta estrada encantada.
Reintroduza-nos à nossa essencial melodia,
Para que nos reencontremos com a harmonia.
Seja gentil!
Estaremos saindo de um insustentável ardil.

Revele-nos claramente o seu desejo,
Para que não nos atrapalhemos com o seu enredo.
Seja ele, um ícone em transparência
E abrangência.
Desacate nossa arrogância,
Para aprimorarmos nossa fragrância.
Segure firme nossas mãos,
Para não escorregarmos, novamente, pelos desvãos.

Seja muitíssimo bem vindo.
Tê-lo em nossa companhia,
Sendo nosso guia,
Proporciona ao planeta um alívio infindo.





Música indicada:



3 comentários:

Cabinda disse...

Amém! Que o Senhor nosso Deus nos ajude sempre. Valeu!

Ana Bailune disse...

Bom dia, Cláudio. Percebo quase sempre a presença da água em suas fotos. Não consigo deixar de associá-las ao nascimento de seus poemas, como se fosse um líquido amniótico.

Zilani Célia disse...

OI CLAUDIO!
UM LINDO CHAMAMENTO A ESTE NOVO TEMPO QUE TODOS ESTAMOS ESPERANDO...
BELEZA!
ABRÇS
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