terça-feira, 8 de outubro de 2013

Extremo Oposto

        





       Penso que no mundo de hoje, está tudo muito mal feito. Tudo nas coxas, que, por sinal já estão roxas de tanto serem usadas. Há ruído demais nas relações... Tudo com alguma financeira intenção por trás. É a mais comum. Mas, existem outras tão sórdidas quanto. Por isso, penso que quando formos fazer algo, quando formos estabelecer um laço, precisa ser bem feito. Absolutamente qualquer um. Todos, tudo! Está faltando capricho, e sobrando pressa. A pressa faz-nos ficar na superfície imediata, onde, realmente, não há muita graça. Como o encanto é imprescindível na vida de qualquer um, é quando recorremos às mais variadas e perigosas muletas. As psicológicas são as piores. Causam mais estragos que as emocionais e as sexuais. 
       Quando formos embarcar, que embarquemos por inteiro. Quando formos nos debruçar sobre alguma tarefa, que ela nos ocupe toda a mente. Como se entrássemos em um hiato de tempo para realizar o intento. Que suma tudo e permaneça apenas a ação. Acredito que são esses, os momentos que ficam arquivados, nos arquivos planetários. O que não nos solicite holisticamente, ou seja, totalmente, não conta em nosso processo evolutivo. O que nos tira de nossa zona de conforto, de preferência, sem confronto, é o que, de verdade, nos instrui, nos faz crescer como seres espirituais, seres espaciais. 

       Os tais atalhos, em sua esmagadora maioria, são desvios que nunca nos levarão aonde deveremos chegar. Fugir das emoções, por medo de sofrer é evitar a vida, em sua mais alta conquista. Refiro-me, claro, às emoções positivas, construtivas! Aquelas que nos fazem arrepiar e suspirar. Aquelas que não há como duvidar de seus benefícios. Precisamente as que estão em falta. 

       Culturalmente, fomos induzidos a sentir cada vez menos. Para isso servem os efeitos especiais nos filmes. Eles entraram no lugar do texto, da poesia, da mensagem. Desafortunadamente este dado se espalhou por toda a indústria de entretenimento, leia-se emburrecimento, como uma praga, uma maldição. Qualificam isso, esta porcaria, como diversão. Ledo engano: é cocaína em forma de diversão. Faz mal! Esfria-nos! Bestializa-nos! Devolve-nos à animalidade. Nosso caminho único é reconhecermos o estrago que a violência em todas as suas formas fez em nossas vidas. 

        Reconhecido o equívoco, teremos que partir para o extremo oposto, para compensar o pêndulo. Precisaremos nos voltar para a natureza, o que tiver resistido à nossa imbecilidade. Precisaremos reconhecer a irmandade existente na humanidade inteira. Então estaremos prontos para conhecer a essência do mundo e, consequentemente, espontaneamente: AMAR MUUUUUUUUUUUUUUUITO!!!!!!
      




Música linda:
http://www.youtube.com/watch?v=hdObTjntmOY





Um comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Um texto carregado de actualidade.
Temos tudo e ao mesmo tempo não temos nada, orque nos falta a sensibilidade e o bom gosto que dá cor às coisas de ontem e de hoje.
Parece que ninguém está plenamente satisfeito. Muitos apenas se querem satisfazer de sexo mas por mais experiências e barulho que façam jamais estarão satisfeitos.
Gostei do texto.