segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Tormento Noturno
Já não tem mais a menor graça, ficar sem dormir,
Vagando pela casa, feito um Zumbi, mal resolvido.
Que porcaria de destino!
Indigno de se vivenciar.
É um colidir
Com o astral.
Um atentado terrorista ao sensorial.
Não gosto de ficar reclamando,
Mas, realmente a situação
Está me perturbando a razão.
Não consigo explicar,
Nem evitar.
Virei refém, prisioneiro
De um emocional atoleiro.
Tenho sono, mas não consigo permanecer deitado.
Antes era a falta de ar,
Agora, talvez seja o subconsciente,
Tentando evitar que eu seja pego por uma desagradável surpresa,
Caso se rompa a represa da má circulação na perna esquerda.
Fico olhando as horas a passarem,
A passearem
Pela noite a me incomodarem,
Impedindo-me de sossegado, voar...
Acendendo e apagando a luz, feito um condenado,
Um alucinado,
Um perturbado.
Escrevo, um pouco, mas não gosto de escrever de madrugada.
A alma se sente incomodada.
Ainda assim, sempre acabo produzindo,
Nem sempre sorrindo.
Prefiro as primeiras horas do dia,
Com sua visível magia.
Para piorar, essa semana tive duas decepções,
Que afetaram em demasia minhas emoções.
Ainda não dá para falar sobre o assunto.
Foram golpes muito profundos.
É péssimo quando você pensa que as pessoas o conhecem,
E acaba concluindo, que, de verdade, não o percebem.
Isso, infelizmente, é uma constante em minha vida,
Por eu Ser e pensar tão diferente
De toda a gente.
Tenho uma coleção terrível desse tipo de situação em minha vida.
Ou seja, claro que tenho culpa, pelo excesso de repetição
Desses atos, que tanto fazem mal ao meu coração.
"Quero cheirar a amor"
https://www.youtube.com/watch?v=S5oTxXZNhmk
Trabalho nº 3.420
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