sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Resgate






O planeta só chegou ao estágio em que se encontra,
E, que nos deixa a cabeça tonta,
Com tantos dados fora de propósito,
 - Estranhíssimo depósito -
Por termos negligenciado,
Por não termos potencializado,
A sensibilidade.
Única forma de resgate de nossa humanidade.

A tal da luta pela sobrevivência,
Trancafiou nossa consciência,
Nos porões escuros da conveniência,
Sem qualquer assistência.
O terrível “vale tudo por dinheiro”
Brutalizou-nos, por inteiro.
Amordaçou nossas emoções,
Em troca de algumas posições...

Desde cedo fomos induzidos,
Literalmente, obrigados,
A satisfazer as expectativas de um capitalismo,
Completamente desprovido de ética e sentido,
Que nos deixou, desconfortavelmente,
Inevitavelmente,
À beira do abismo.
Fomos sim, evidentemente, enganados.

O ópio do consumo
Já devastou boa parte do mundo,
Das almas...
Cerrou boa parte das palmas.
Fraudou uma imagem de felicidade,
Impossível de se tornar realidade,
Pela famigerada competição,
Mãe de toda esta frustração...

Este aperto em nosso peito
Parece não ter jeito.
Mas, tem.
Vou além:
Independe de todos os valores consagrados,
Todos invertidos, propositalmente, trocados.
Está, unicamente, nas mãos suaves da sensibilidade,
Com sua poética, lírica, musicalidade.





Vídeo indicado:




2 comentários:

Patrícia Pinna disse...

Bom dia, Cláudio. O Planeta está em total desarmonia, infelizmente. Não mais sincronismo, gratidão pelo que dele recebemos.
O descaso é imenso, parte de cada um de nós e entristece o coração de Deus.
As pessoas em sua maioria são egoistas, pensam apenas em si e isso devasta qualquer sóbria humanidade.
Que ainda tenhamos tempo de corrigir essas grandes falhas, esse abismo entre o homem e o seu habitat.
Parabéns!
Beijos na alma!
Já sigo os seus espaços!

Paulo Francisco de Araujo disse...

Muito bom! Muito bom, mesmo!
Um abraço