segunda-feira, 22 de junho de 2015

Ninguém

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Ninguém imagina o tamanho, a extensão,
A proporção, a dimensão,
De meus silêncios.
Uma parte significativa de meu compêndio.
O que silencio,
É equivalente ao que evidencio.
É muito particular.
Poderoso de tirar o ar!
Totalmente impossível de revelar.
Seria exageradamente incompreensível.
Exatamente por isso, é-me irreversível.
Não sei explicar como se desenvolveu.
Só sei que me aconteceu.
De alguma forma, me protege
E, até, me aquece.
É um dos pilares de meu mundo.
Já não me importo mais de ter que ficar mudo.
Entendo que seja para salvaguardar o mais profundo.
Já escalei esse muro.
Este é o motivo pelo qual sempre digo
E reafirmo
Que ninguém tem todos os meus dados.
Ninguém jamais poderá dizer que sabe tudo de mim.
Isto é um fato! 

Os silêncios estão crescendo, na medida em que me aproximo do fim.


"Todo mundo o tempo todo"




Trabalho n° 2480

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Já escalei esse muro.
Este é o motivo pelo qual sempre digo
E reafirmo
Que ninguém tem todos os meus dados.
Ninguém jamais poderá dizer que sabe tudo de mim.
Isto é um fato!
A poesia é uma expressão do que vai na mente do poeta, muitas vezes é real outras nem por isso
mas uma verdade é certa, nunca se sabe tudo do poeta.
Gostei.
E deixo aqui um abraço fraterno.
António.